quarta-feira, fevereiro 15

Lua...


Olho para ti Lua,
E perguntas o que me podes tu dar?
Não é muito o que reclamo,
Não mais de uns minutos para conversar.
Muitas vezes falamos sem decidir nada,
Toda a minha vida desfrutei destes momentos,
Mesmo que queira repeti-los,
Necessito de alguns argumentos.

Lua, tu que sempre apareces nos momentos mais difíceis,
Fica comigo esta noite,
Ilumina com a tua claridade o meu corpo desnudo.
Lua, minha amiga e companheira,
Tu que viste o meu coração a desmoronar-se,
Tu que viste os meus olhos a converterem-se em oceanos,
Invade o meu quarto e oferece-me a tranquilidade.

Lua, sempre tão brilhante,
Sempre em metamorfose,
Sempre tu, sempre Lua,
Sempre foste a única que permaneceu, embora distante.

Lua, vem a mim e vê este corpo cheio de saudade,
Lua, devolve-me o amor,
Deixa-me provar de novo o amor,
Deixa-me sentir a tua réstia na minha pele
Deixa-me sentir a imortalidade.

Lua, volta a dominar o meu corpo,
Regressa para a possessão da minha mente,
Dança comigo, deita-me no chão,
E oferece-me delírios inocentes.